São modelos regulatórios onde o consumidor paga um pequeno valor adicional ao comprar um produto (o depósito) e recebe esse dinheiro de volta ao devolver a embalagem vazia em pontos de coleta.
Esses materiais são retirados do fluxo de resíduos comum e encaminhados diretamente para a reciclagem, mantendo um índice de pureza altíssimo, o que viabiliza a transformação daquele material em algo de valor novamente.
No contexto europeu, esse sistema está se espalhando rapidamente. Na Alemanha, por exemplo, o sistema de Depósito e Retorno é lei, e resultou em mais de 98% das garrafas PET sendo recicladas. Isso acontece por meio de máquinas espalhadas pelos mercados do país, que reconhecem as embalagens e devolvem os valores ali mesmo, para serem usados em forma de desconto.
Na Noruega, o sistema já é voltado para as empresas, e não para o consumidor final. Existe uma taxa ambiental para produtores que é reduzida de acordo com o aumento das taxas de reciclagem.
Diversos países da América do Norte e da Europa estão expandindo esse tipo de iniciativas, que gera uma recompensa para quem faz o correto. Mas e o Brasil? Como isso pode funcionar aqui?