As corridas de rua cresceram muito, por serem democráticas e altamente atrativas para marcas, patrocinadores e comunidades. Mas junto com esse crescimento, existe uma pergunta que poucos organizadores conseguem responder com precisão: quanto lixo a minha corrida gera? E o que está sendo feito com ele?
Dados reais de corridas de rua no Brasil
Com base em dezenas de eventos operados pela Trashin, coletamos dados que revelam um panorama sobre a geração de resíduos nas corridas de rua no Brasil.
- Em média, são gerados 1.421,4 kg de resíduos por corrida.
- Cada participante das corridas gera cerca de 0,24 kg de resíduos.
- Dos resíduos gerados em corridas de rua, até 92% poderiam ser reciclados ou reaproveitados.
Quais resíduos são mais gerados em corridas e o que podemos fazer com eles?
Os dados coletados pelo sistema de rastreabilidade da Trashin mostram um padrão nos materiais gerados nesses eventos. São eles:
COPOS PLÁSTICOS E GARRAFAS PET – Usados na hidratação durante e após o percurso.
São materiais com reciclagem consolidada no Brasil. Quando separados corretamente, podem ser destinados para cooperativas e recicladoras, gerando renda e impacto ambiental positivo.

EMBALAGENS DE ALIMENTOS – Barrinhas de proteína e géis de carboidratos.
São materiais multicamadas, complexos de reciclar. Uma alternativa viável é o coprocessamento, que utiliza resíduos como substitutos de combustíveis fósseis em processos industriais.

CASCAS E RESTOS DE FRUTAS – Alimentação ao final dos percursos.
Resíduos orgânicos podem ser compostados, passando por um processo que os transforma em adubo e evita o envio para aterros sanitários.

MATERIAIS PROMOCIONAIS – Lonas, banners e faixas de patrocinadores.
Podem ser reutilizadas em projetos de upcycling, sendo transformados em novos produtos. Quando isso não é possível, também podem ser destinados ao coprocessamento.
Onde as corridas mais erram na gestão de resíduos?
Na prática, o maior desafio na gestão de resíduos das corridas de rua não é a quantidade de resíduos. É a falta de visibilidade sobre o que está sendo gerado e para onde esse resíduos está indo.
Sem essa visibilidade, resíduos recicláveis são descartados como rejeito, materiais são misturados e perdem seu valor e se torna impossível comprovar impacto para patrocinadores, público e imprensa.
Com base na operação em dezenas de corridas de rua, os erros mais recorrentes mapeados pela Trashin são:
1. Falta de planejamento pré-evento
Sem prever volume, tipo de resíduo e legislação local, os imprevistos aumentam, assim como os custos.
2. Estrutura inadequada de descarte
Deve existir um planejamento de posicionamento de lixeiras nos principais pontos de geração de resíduo, além de entender tamanho e quantidade de coletores para evitar transbordos.
3. Falta de orientação ao público
Sem uma comunicação rápida e direto ao ponto, o participante descarta errado, mesmo com a intenção de fazer o certo.
4. Falta de atenção no pós-evento
As corridas acontecem nos espaços públicos, ou seja, seus resíduos impactam na vida de todos. Se no final do evento a rua está suja, a sua marca é quem leva o prejuízo.
5. Falta de dados e resultados
Não adianta investir em diversas iniciativas de sustentabilidade se você não acompanhar indicadores e comprovar resultados.
E onde a Trashin entra nisso?
A Trashin atua na gestão de resíduos em corridas de rua em todo o Brasil, estruturando operações, conectando soluções para cada tipo de resíduo e gerando dados reais sobre o impacto dos eventos.
Ao longo de diferentes corridas, desenvolvemos uma abordagem prática, focada nos pontos que realmente fazem diferença: controle de riscos, rastreabilidade e eficiência operacional.
Se você quer entender como aplicar isso na sua corrida, podemos te ajudar a dar os primeiros passos com um diagnóstico simples e direto ao ponto. É só deixar a sua resposta abaixo!