RECICLAGEM E COVID-19

Pandemia – como o Covid afetou o trabalho dos motoristas na logística reversa?

Apesar de acostumados a usar equipamentos de proteção, o vírus modificou a rotina de quem conduz caminhões na coleta de resíduos

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O novo coronavírus mudou a vida de todos, porém em algumas áreas, essas mudanças foram ainda maiores. Todos que permaneceram em casa, em home-office, tiveram que mudar sua rotina – mas aqueles que continuaram na rua trabalhando também. É o caso dos motoristas que realizam a coleta e a logística reversa de resíduos em parceria com a Trashin.

Mais equipamentos, mais proteção

O manuseio de resíduos exige muitos cuidados e vários EPIs, mas a pandemia agregou ainda mais itens ao cotidiano desses motoristas

“Claro que a gente já tinha o cuidado com luvas, proteção, calçacos, calça comprida. Hoje a gente tem que se proteger com a máscara. Sabemos que o vírus fica alojado no material que a gente carrega – no papel, no plástico – e ele tem uma certa durabilidade nesse tipo de material”, explica Darci Krug, que conduz caminhões que realizam a coleta seletiva e de resíduos sensíveis, como os hospitalares.

Comenta que, além do habitual, agora os motoristas e transportadores utilizam a máscara. Nem sequer ingressam em alguns pontos de coleta sem a máscara. Há caminhões de outras empresas que são barrados, e pede-se o uso de máscara.

Explica que se lavam as mãos com muito mais frequência e, no caminhão, hoje é prática manter água e sabão para uso entre um ponto e outro. O distanciamento exige atenção e precisa de ser mantido – o mínimo contato é necessário, tanto com o material quanto com outras pessoas. “Adotei um horário no qual sei que a circulação de pessoas é a menor possível”. Ouça um trecho da conversa com Darci:

 

Darci Krug – Motorista parceiro de coleta de recicláveis, Trashin

O QUE MAIS É PRECISO USAR? “A empresa nos forneceu todo o equipamento: álcool gel, máscaras de pano e de plástico, mangote”, diz Vitor Bueno, também conduz caminhões na coleta de recicláveis em parceria com a Trashin. O itens são apenas aqueles que foram ADICIONADOS ao que esses trabalhadores já tinham de utilizar para lidar com resíduos sólidos na coleta. 

E quem trabalha na coleta ou em cooperativas

Descarte equivocado eleva risco de contágio e exposição para trabalhadores na coleta e na reciclagem

Catadores, operadores de triagem, motoristas de caminhões de recolha e coleta, lixeiros. Todos esses profissionais vêm lidando, desde o início da pandemia, com descartes e resíduos que podem ser considerados perigosos do ponto de vista do contágio – não apenas por coronavírus.

A pandemia traz à tona um problema relacionado ao descarte indevido de itens médicos, farmacológicos e hospitalares. Seringas, esparadrapos, gazes, luvas e outros são erroneamente descartados em lixo reciclável – expondo os trabalhadores do transporte, coleta e principalmente da triagem.

A Trashin esta semana traz uma série com algumas entrevistas com pessoas que vivem diariamente essa realidade. Motoristas, trabalhadores de cooperativas, gente que lida com os descartes que fazemos – e com tudo o que fazemos de certo ou de errado.