A melhor destinação para os resíduos sólidos é a reciclagem

Mesmo que os aterros sanitários diminuam os impactos ambientais em comparação aos lixões, a reciclagem continua sendo a melhor opção para os resíduos descartados.

Existem poucas questões que unem ambientalistas e a sociedade em um consenso mútuo. Uma destas são os lixões. Praticamente todos estão cientes dos malefícios do descarte imprudente e do abandono de resíduos a céu aberto, proporcionando aquelas cenas lamentáveis que tanto nos chocam.

Mas e os aterros sanitários? Segundo a norma da ABNT NBR 8419/1992, “aterro sanitário é uma técnica de disposição de resíduos sólidos urbanos no solo, sem causar danos à saúde pública e ao meio ambiente, minimizando os impactos ambientais”.

E é aí que está a grande problemática do assunto. Os aterros não são solução para os resíduos sólidos e causam sim danos ao meio ambiente. Pode-se caracterizá-los como a última alternativa para locais sem coleta seletiva e separação de resíduos. O famoso “é menos pior que o lixão”.

Veremos neste texto os variados efeitos negativos dos aterros no meio ambiente e como o melhor método de descarte de resíduos sólidos continua sendo através da coleta seletiva e da reciclagem. Isso possibilita que o produto descartado vire matéria prima para a indústria em uma economia circular.

Aterros Sanitários minimizam efeitos, mas ainda causam diversos traumas no meio ambiente

Conforme aponta a pesquisa realizada pela ABRELPE – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, em 2021, o brasileiro descartou mais de 82,5 milhões de toneladas por ano. Cerca de 45,8 milhões de toneladas foram direcionadas para aterros sanitários, fato que chama a atenção para o aumento dos locais que empregam essa técnica no Brasil.

Mas afinal o que são os aterros sanitários? Trata-se de um método que utiliza princípios de engenharia para confinar resíduos em uma menor área possível e reduzir os volumes dos resíduos o máximo possível, cobrindo com uma camada de terra na conclusão de cada trabalho. 

O aterro convencional é formado por camadas de resíduos compactados, que são sobrepostas acima do nível original do terreno, resultando em configurações típicas de escadas ou pirâmides. Já o aterro em valas é projetado para facilitar o aterramento dos resíduos e a formação de camadas por meio do preenchimento total de trincheiras, de modo a devolver ao terreno a sua topografia inicial.

Estima-se que o Brasil possua mais de 1.700 aterros sanitários ativos.

As diversas legislações no tocante a aos locais que empregam esta técnica começaram a surgir no Brasil nos anos 1990. De acordo com a norma da ABNT NBR 13896/1997, é recomendado que a construção dos aterros tenha vida útil mínima de 10 anos. O seu monitoramento deve prolongar-se por pelo menos mais 10 anos após o seu encerramento.

Nos anos 2000, foi promulgada a Lei 11.107/2005 e a Resolução 404/2008 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), que estabelece critérios e diretrizes para o licenciamento ambiental de aterro sanitário de pequeno porte de resíduos sólidos urbanos.

Segundo a lei, o aterro sanitário deve ter o solo impermeabilizado com argila compactada e manta de PEAD (Polietileno de Alta Densidade) para impossibilitar que exista contaminação das águas subterrâneas. Todo o gás gerado (metano) deve ser drenado e queimado. O chorume deve ser drenado e tratado antes de ser encaminhado para cursos d’água. Por fim, toda a área deve ser monitorada, com poços de monitoramento de água subterrânea, pontos de coleta de água e solo, programas e educação ambiental da população do entorno.

Entretanto, sabemos que nem todos estes processos são postos em prática. Independente do tipo, a decomposição dos resíduos depositados nos aterros sanitários gera como subprodutos o chorume e o biogás (metano), que precisam ser tratados para não causar contaminação. O chorume, conhecido por lixiviado de aterro sanitário, é um efluente líquido e escuro, rico em matéria orgânica e metais pesados, que na ausência de tratamento adequado pode causar diversos impactos ambientais. Ao se infiltrar no solo, o chorume causa a poluição dos lençóis freáticos e aquíferos subterrâneos. Além disso, os metais pesados que fazem parte de sua composição tendem a se acumular nas cadeias alimentares, causando prejuízos à saúde de plantas, animais e seres humanos.

Além disso, para instalar um aterro sanitário é necessário remover a vegetação existente no local. Atrelada à movimentação de pessoas e dos equipamentos envolvidos na operação do aterro, essa eliminação vegetal causa um afastamento dos animais silvestres que habitam a área. Além disso, a grande presença de matéria orgânica na massa de resíduos é um forte atrativo para animais e insetos transmissores de doenças.

A importância da gestão de resíduos sólidos para a reciclagem

A coleta seletiva e a compostagem são as duas melhores soluções para os aterros sanitários. Coleta seletiva é o destino ideal para os resíduos secos e recicláveis e compostagem para os úmidos e orgânicos. E pode-se fazer a separação simples de maneira adequada.

A compostagem é o processo biológico de valorização da matéria orgânica, seja ela de origem urbana, doméstica, industrial, agrícola ou florestal, e pode ser considerada como um tipo de reciclagem do lixo orgânico. Trata-se de um processo natural em que os micro-organismos, como fungos e bactérias, são responsáveis pela degradação de matéria orgânica, transformando-a em húmus, um material muito rico em nutrientes e fértil.

Portanto, seria ideal que os aterros sanitários recebessem apenas aqueles resíduos que não podem ser reciclados ou compostados.

Garantir a separação daquilo que pode ser reciclado de outros rejeitos, como restos de alimentos, por exemplo, é hoje o modo mais simples de contribuirmos para o sucesso da economia circular. Um ponto muito importante da economia circular é a possibilidade de recuperar valor. Com isso, queremos dizer que quando algo que você usou ou possui chegou ao final da vida útil para você, ou mesmo está prestes a ser substituído, ainda possui algum valor.

Finalmente, já nos dias atuais, indústrias e até mesmo exigências legais passaram a incluir o raciocínio da reutilização já na fase de criação dos produtos. Ou seja, quando uma empresa idealiza um novo produto ou serviço, já deve ter em mente como esses produtos poderão ser reaproveitados depois de consumidos.

Trashin oferece um novo caminho para os resíduos sólidos

A Trashin contribui para diminuir a lotação dos aterros sanitários, além de ser peça fundamental para a economia circular. Ao prestar o serviço de gestão de resíduos através de lixeiras, coletores, sinalização e até mesmo consultoria, a Trashin se configura como um agente fundamental para a logística reversa

Outra parte essencial desse ciclo são as cooperativas de reciclagem.

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Você tem mais alguma dúvida a respeito do descarte correto de resíduos ou tem interesse em saber mais sobre a Trashin e nossos serviços? Preencha o formulário abaixo para que possamos entrar em contato!