A importância do design no descarte de resíduos

O design passou a ser reconhecido como uma atividade imprescindível para a sustentabilidade

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Pode-se entender o design como uma ciência, ou um processo, que tem a finalidade de solucionar um determinado problema. Uma característica marcante, dentre inúmeras valências do design, é a capacidade de influenciar decisões

Mediante esta crença, uma corrente de pensadores relaciona o design com a sustentabilidade. Entende-se que uma das missões do design é a realização de ações positivas quanto às temáticas sociais e ambientais. Principalmente, na problemática referente ao descarte de resíduos, visto a necessidade urgente de soluções para reduzir e para promover o descarte adequado dos mesmos. Fato este que possibilita a reciclagem e o consequente estabelecimento de uma economia circular.

Dessa forma, é fundamental entender a capacidade de influência do design na tomada de ação de um indivíduo, principalmente na temática da sustentabilidade. Seja isso na confecção dos produtos que virão a ser resíduos (design de produto) ou nos instrumentos de descarte e sinalização (lixeiras, pontos de coleta, containers).

O design influencia nossas decisões!

O pesquisador do Departamento de Engenharia da Suécia, Renee Wever, entende que os produtos podem ser projetados com a finalidade de influenciar ou persuadir o usuário a comportamentos pretendidos. Desse modo, o comportamento do usuário está associado à interação emocional com produtos e é fortemente afetado pela forma como os produtos são projetados. Como destacam os autores Pieter M. A. Desmet e Anna E. Pohlmeyer, o designpode contribuir para ativar, estimular e inspirar o engajamento em atividades significativas, estimular a inspiração e empoderar os usuários.

Estas ideias relacionam-se bem com o conceito de Design Thinking, no qual as pessoas são colocadas em primeiro lugar com ênfase em suas necessidades fundamentais. Como afirma o presidente executivo da IDEO e autor da obra “Design Thinking”, Tim Brown, este tipo de marketing “se baseia em nossa capacidade de ser intuitivos, reconhecer padrões, desenvolver ideias que tenham um significado emocional além do funcional…”.

Tudo isso somado, entende-se que o interesse em influenciar o comportamento dos usuários por meio de intervenções projetadas no produto, pode ter como finalidade promover um comportamento sustentável. 

Design de produtos: ecodesign e design sustentável

O objetivo inicial do design sustentável, por volta dos anos 1970 e 1980, era projetar produtos que exigissem menos energia para serem produzidos e que futuramente poderiam ser reciclados. Dos anos 2000 para cá, cresce a ideia de que, para realmente efetuar mudanças, o design sustentável “deve ser capaz de mudar o comportamento do usuário”, como afirmam Nynke Tromp, Paul Hekkert e Peter P.C.C. Verbeek, pesquisadores da Universidade de Twente (Holanda).

Assim nasce o Design de Comportamento Sustentável (DfSB em inglês), que se constitui como uma área de pesquisa emergente preocupada com a aplicação de intervenções de design para influenciar o comportamento do usuário durante a fase de uso em direção a ações mais sustentáveis. Além desse nicho, existem outras terminologias e formas de abordagem do Design, como Green Design; ecodesign; e Design para Sustentabilidade

Segundo os autores da obra “O Desenvolvimento de Produtos Sustentáveis”, Ezio Manzini e Carlo Vezzoli, o ecodesign é uma atividade que liga o “tecnicamente possível com o ecologicamente necessário”. O ecodesign possui uma dimensão maior sendo associado ao ciclo de vida completo do produto e não apenas a produção.

Podemos citar como objetivos do design sustentável: favorecer a reciclagem; reutilizar resíduos; utilizar produtos com maior durabilidade; recuperar embalagens, entre outros. Através do design sustentável é possível pensar em embalagens que possam ser reutilizadas ou até mesmo produzidas a partir de outras embalagens recuperadas. Estas iniciativas podem ser vistas nos resíduos da indústria têxtil, na indústria de embalagens para bens de consumo alimentício, entre outros.

A ecobag é um exemplo de produto idealizado com o objetivo sustentável de substituir as sacolas plásticas. Para maior apelo de vendas, as ecobags podem ser personalizadas com desenhos e estampas.

 

Design de descarte: lixeiras, coletas e sinalizações

O primeiro ponto de contato do usuário com o descarte de resíduos em um sistema de coleta seletiva acontece por meio da interação com a lixeira/container/coletor. Neste momento, é essencial que o indivíduo não cometa o descarte incorreto de resíduos recicláveis. Nesse sentido, o design de produtos pode contribuir para a persuasão de usuários visando comportamentos sustentáveis na tomada de decisão.

A Resolução CONAMA nº 275, de 25 de abril de 2001, estabelece o código de cores para os diferentes tipos de resíduos, a ser adotado na identificação de coletores e transportadores, bem como nas campanhas informativas para a coleta seletiva.

 

Especialistas destacam que a lixeira não deve ser o recipiente para esconder e ignorar qual será o destino do lixo descartado, mas sim ocupar espaço de protagonismo no comportamento de reciclagem. Pois, “a lixeira da coleta seletiva é onde pode se dar o passo inicial para uma solução sustentável para os resíduos sólidos”, segundo a pesquisadora brasileira Maria Tereza Saraiva de Souza.

Alguns resultados positivos apontados por pesquisas de mercado são:

– O design de um recipiente de reciclagem pode afetar o comportamento da reciclagem quando é altamente visível ou fornece avisos adicionais para reciclagem;

– As tampas especializadas aumentam o índice de reciclagem e também diminuem a contaminação em ambientes internos;

– Recipientes altamente visíveis aumentarão a participação, agindo como um lembrete e exercendo pressão social;

– O fornecimento dos dois estilos de recipientes pode aumentar a conveniência da reciclagem e, portanto, as taxas de reciclagem. 

Trashin: designs personalizados para o cliente

A Trashin preocupa-se com o design das lixeiras, dos pontos de coleta e das sinalizações que desenha. Em concordância com a relação direta entre design e descarte de resíduos, a empresa investe em designs personalizados e assertivos para cada demanda e para cada cliente. Esta atitude permite que diversas marcas adequem-se às métricas de ESG. Além disso, possibilita os produtos descartados retornarem como matéria-prima para a indústria. Tudo isso após o importante trabalho das cooperativas de reciclagem, as quais são valorizadas com a coleta seletiva.

Falando nisso…está por dentro dos principais debates sobre sustentabilidade no Brasil? Então escuta essa: criamos, em parceria com a Amcham, a revista ESG Trends, que explica, com uma linguagem palpável e prazerosa, o que é ESG e a importância de aplicá-la ao seu negócio.

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